Acessibilidade Comunicacional: um estudo sobre a experiência de surdos em um premiado museu da cidade do Recife
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Resumo
A acessibilidade no turismo é essencial para garantir que todas as pessoas possam desfrutar de experiências culturais e de lazer de maneira digna, segura e independente. No contexto dos museus, essa acessibilidade torna-se ainda mais relevante, pois esses espaços desempenham um papel crucial na promoção do enriquecimento cultural, do diálogo crítico e da igualdade social. Intérpretes e tecnologia se aliam na eliminação de barreiras, possibilitando a criação de ambientes mais inclusivos, facilitando a comunicação, o acesso às informações e a interação com exposições, especialmente para pessoas com deficiência auditiva. Assim, a pesquisa sobre a acessibilidade comunicacional no Instituto Ricardo Brennand (IRB) buscou compreender as experiências e percepções da comunidade surda diante das barreiras comunicacionais ainda presentes nesses espaços culturais, analisando especificamente o acesso à informação oferecido nas exposições do IRB. Além disso, procurou identificar os sentimentos e opiniões de sujeitos surdos em relação à visita ao museu, tanto antes quanto depois da experiência mediada por intérpretes de LIBRAS. Para alcançar esses objetivos, utilizou-se uma abordagem qualitativa, desenvolvendo um estudo de caso com métodos triangulados de coleta de dados: questionário, entrevistas semiestruturadas com o responsável pelo atendimento ao público e com surdos, facilitadas por intérpretes de LIBRAS e levantamento das ações de acessibilidade do museu. A pesquisa identificou avanços na acessibilidade comunicacional no IRB, como a oferta de intérpretes de LIBRAS para visitas agendadas. A experiência dos visitantes surdos revelou impactos positivos em termos de pertencimento e aprendizado. No entanto, a ausência de intérprete fixo e a exigência de agendamento prévio ainda limitam o acesso pleno e espontâneo da comunidade surda no local.
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