A TERCEIRIZAÇÃO DO TRADUTOR INTÉRPRETE DE LIBRAS NOS INSTITUTOS FEDERAIS- FORMAÇÃO, JORNADA, REMUNERAÇÃO E RESPONSABILIDADES
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Resumo
criação dos Institutos Federais (IFs) em 2008 consolidou a educação profissional e tecnológica como estratégica para democratizar o acesso ao ensino, especialmente na inclusão de estudantes surdos. Nesse contexto, o tradutor e intérprete de Libras exerce papel essencial, indo além da tradução linguística para mediar dimensões pedagógicas, sociais e culturais. Contudo, com a extinção do cargo efetivo pelo Decreto nº 10.185/2019, intensificou-se a terceirização desses profissionais nos IFs, gerando preocupações quanto à qualidade do atendimento educacional. As empresas contratadas, em geral, não possuem especialização na área e adotam critérios amplos, admitindo formações genéricas. Este estudo tem como objetivo analisar as implicações desse processo, considerando a formação e atuação nos IFs. A pesquisa é documental e de caráter exploratório, baseada em contratos de servidores terceirizados. Os resultados apontam fragilidades como descontinuidade do trabalho, vínculos frágeis com os estudantes e menor eficácia do processo tradutório. Evidencia-se, assim, a urgência de regulamentações específicas que assegurem formação adequada e valorização profissional, garantindo uma educação inclusiva e de qualidade, em consonância com os princípios institucionais e os direitos da comunidade surda.
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